Fazenda do século XVIII na Taquara pode ser desapropriada - 1º PASSO PARA A RUÍNA
Por Paulo Victor - 20 March, 2022

Fazenda do século XVIII na Taquara pode ser desapropriada - 1º PASSO PARA A RUÍNA

A FAZENDA DA TAQUARA SE ENCONTRA EM PERFEITO ESTADO DE CONSERVAÇÃO

O tombamento e a desapropriação poderá ser o 1º passo para sua ruína!!!

 

 

Fazenda da Baronesa da Taquara (Foto: Reprodução Redes Sociais)

 

Hoje, dia 20/03/2022, domingo, segundo pessoas ligadas à preservação do patrimônio material e imaterial, a prefeitura do Rio de Janeiro pretende fazer um parque pago para a visitação nas áreas da Fazenda da Baronesa da Taquara. Para que isso aconteça, uma desapropriação é necessária, e pelo que pesquisamos já está em andamento.

Fazenda da Baronesa da Taquara (Foto: Reprodução Redes Sociais)

 

Pessoas ligadas às causas do patrimônio histórico alertam que o processo de desapropriação corre em sigilo, sem detalhes, e que a ideia da Prefeitura pode colocar em risco a preservação do lugar, com base em outros vários exemplos de patrimônios que seguem em ruínas pelo descaso e falta de atenção.

Interior da capela na Fazenda da Baronesa da Taquara (Foto: Reprodução Redes Sociais)

 

Diante da intenção da Prefeitura do Rio de Janeiro de desapropriar a Fazenda da Baronesa da Taquara a sociedade da cidade do Rio de Janeiro requer o cancelamento do projeto de desapropriação haja vista a incapacidade comprovada da municipalidade do Rio de Janeiro em preservar adequadamente todo o patrimônio material e imaterial que ali se encontra, fato que pode ser comprovado pelo estado péssimo de conservação da Colônia Juliano Moreira, da Fazenda Viegas e outros mais que pedem socorro e nada é feito por parte do poder público. 

 

Assine e compartilhe agora a petição abaixo para salvar esse patrimônio e faça sua parte:

http://peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR123490

 

Foto antiga da Fazenda da Baronesa da Taquara (Foto: Reprodução Redes Sociais)

 

Os recursos públicos devem ser usados no melhor interesse do povo segundo o objetivo de manter o que se tem, antes de adquirir outros edifícios.

Foto antiga da Fazenda da Baronesa da Taquara (Foto: Reprodução Redes Sociais)

 

Fazemos este apelo para que a Fazenda Baronesa da Taquara não tenha o mesmo destino da São Bernardino e São José do Pinheiro (Vale do Café), Colubandê em São Gonçalo, Fazenda Magé etc, sem falar nas já citadas Viegas e Juliano Moreira.

Foto antiga da Fazenda São Bernardino (Foto: Reprodução Redes Sociais)

Acredita-se que a sede da fazenda tenha sido planejada em 1862 e inaugurada em 1875, como constava na antiga placa fixada na fachada do prédio. Durante essa época, a fazenda era servida pela extinta Estrada de Ferro Rio D'Ouro na qual havia um ponto parada à sua frente.

Atual Fazenda São Bernardino (Foto: Reprodução Redes Sociais)

 

Foto antiga da Fazenda São José do Pinheiro (Foto: Reprodução Redes Sociais)

Em 1851 foi construída a Fazenda São José do Pinheiro, propriedade do Barão de Piraí, José Gonçalves de Moraes, que a deixou como herança a seu genro José Joaquim de Souza Breves por testamento. Esta Fazenda, São José do Pinheiro, foi uma das mais suntuosas e prósperas Fazendas de Café do Vale do Paraíba Fluminense. Não era uma simples habitação da roça, mas um palácio elegante e suntuoso como qualquer palacete da Corte. 

Atual Fazenda São José do Pinheiro (Foto: Reprodução Redes Sociais)

 

Foto antiga da Fazenda do Viegas (Foto: Reprodução Redes Sociais)

 

Patrimônio histórico do Rio, Fazenda do Viegas sofre com abandono em Senador Camará.

Local que já recebeu imperadores e foi crucial para o desenvolvimento industrial do Rio, vive dias de degradação, sujeira e descaso.

Fazenda do Viegas (Foto: Reprodução Redes Sociais)

 

Ja no século XIX a sede da Fazenda do Viegas foi residência do Barão de Campo Grande Francisco Gomes Campos magistrado e politico vereador ds Corte Imperial, casou-se com sua sobrinha Luisa Maria de Campos Suzano. Ela era herdeira do Engenho da Lapa por laços de parentela ,co herdeira da fazenda do Viegas. Descendente dos primeiros povoadores da cidade do Rio de janeiro por parte do capitão José Viegas de Azevedo.

Abaixo você vai ver outro local que infelizmente está em ruínas.

Foto antiga da Colônia Juliano Moreira (Foto: Reprodução Redes Sociais)

 

Atual foto da Colônia Juliano Moreira (Foto: Reprodução Redes Sociais)

 

A Colônia Juliano Moreira conta com área de 7.000.000 de metros quadrados (tamanho igual ao bairro de Copacabana), nos séculos XVIII e XIX a região era ocupada pela fazenda Engenho Novo. Na primeira metade do século XX, a fazenda foi transformada em hospital psiquiátrico gerido pela União.

Essas fotos demonstram que antes da Prefeitura do Rio de Janeiro se preocupar com novas aquisições, ela deve agir imediatamente e restaurar patrimônios históricos muito importantes que já estão em seu poder de administração, com mais empenho e responsabilidade para com o patrimônio histórico do Rio de Janeiro. São muitas fazendas pedindo socorro. 

Fazenda da Baronesa da Taquara (Foto: Reprodução Redes Sociais)

 

Essa fazenda é um exemplo comovente de patrimônio preservado. Imaginem  que o tempo parou, e parando o tempo ainda no século XIX tudo foi preservado! Quero deixar claro aqui que somos apartidários e que o intuito é a preservação do bem.

Barão da Taquara (Foto: Reprodução Redes Sociais)

 

Esse da foto acima é o Barão da Taquara

Fazenda da Baronesa da Taquara (Foto: Reprodução Redes Sociais)

 

Conheça um pouco mais sobre a história da Fazenda da Baronesa

 

A Fazenda da Taquara, popularmente conhecida como Fazenda da Baronesa, localizada na Estrada Rodrigues Caldas, reúne um importante acervo arquitetônico que remonta ao período colonial da nossa história. A Capela de Nossa Senhora dos Remédios e Exaltação da Santa Cruz, construída em 1738, e a casa sede da fazenda, edificada em meados do século XVIII, são dois importantes bens históricos edificados nessas terras. 

Essa propriedade, então chamada Engenho de Dentro, foi passada por Antônio Teles de Menezes para o seu filho, Francisco Teles Barreto de Menezes, no ano de 1757. Após a morte de Francisco Teles Barreto de Menezes, em 1806, a propriedade ficou para sua filha mais velha, Ana Inocência Teles de Menezes, que construiu um canal de captação de água do Rio Grande para mover as moendas do engenho. Dona Inocência faleceu em 1836, deixando o engenho para sua sobrinha Ana Maria Teles Barreto de Menezes e para Francisco Pinto da Fonseca, que, em 1837, casaram-se e passaram a residir na casa sede da Fazenda da Taquara. Francisco Pinto da Fonseca e Dona Ana Maria tiveram dois filhos: Maria Rosa e Francisco Pinto da Fonseca Telles, que ficou com as terras do engenho após a morte do pai. 

Francisco Pinto da Fonseca Telles foi tenente da 7ª Companhia do Corpo de Cavalaria da Guarda Nacional. Por seus serviços prestados na Guerra do Paraguai, foi nomeado Comendador da Ordem da Rosa. Também foi um grande benfeitor de Jacarepaguá. Doou terrenos para o encanamento dos rios Fortaleza, Ciganos e Olho d`Água, realizou arruamentos e cooperou para a implantação das linhas de bondes na região. Em 21 de outubro de 1882, o Imperador D. Pedro II lhe outorgou o título de Barão da Taquara. Em 3 de maio de 1881, na Capela da Santa Cruz, o Monsenhor Vigário Antônio Marques de Oliveira celebrou o casamento do Barão da Taquara com Leopoldina Francisca de Andrade.  

D. Pedro II se hospedou durante dois meses, de novembro a dezembro de 1843, na Fazenda da Taquara. O objetivo era cuidar da saúde da princesa Dona Januária, já que a região, conhecida nessa época como Sertão Carioca, era considerada um local propício para tratamentos de doenças em decorrência do seu ar puro. 

Além do tombamento da casa e da capela pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN – pelo Decreto-Lei no. 25, de 30 de novembro de 1937, três iniciativas do poder público visam garantir a integridade desse patrimônio paisagístico e cultural do município. Uma é o Projeto de Lei Nº 1907/2004, que tomba a área que restou da Fazenda da Taquara, com 83.175 m2. A segunda é o Decreto Municipal 21.209/01 que cria a Área de Proteção Ambiental da Fazenda Baronesa. Por fim, a terceira é o Projeto de Lei Nº 1236/2008, que “Tomba a área da Fazenda da Taquara, e dá outras providências”. 

A Fazenda da Taquara foi reconhecida, pelo Projeto de Lei Nº 464/2009, como uma das sete maravilhas do bairro de Jacarepaguá, sendo classificada na quarta colocação. Recentemente, a prefeitura da cidade manifestou a vontade de transformar a fazenda em um bosque.

Apesar de ter sido desmembrada em várias glebas nos anos seguintes, a sede da Fazenda e a capela da Santa Cruz ainda pertencem aos descendentes do Barão da Taquara, que preservam essas construções de forma exemplar.
 
 

 

Com base nessas informações espero que tenha ficado claro nosso intuito e que possamos ajudar a salvar a Fazenda da Baronesa da Taquara como também criar uma consciência nas pessoas de que é necessário a preservação patrimonial.

"Um povo sem memória é um povo sem história. E um povo sem história está fadado a cometer, no presente e no futuro, os mesmos erros do passado."

 

 

SALVE A FAZENDA DA TAQUARA

 

Assine e compartilhe agora a petição abaixo para salvar esse patrimônio e faça sua parte:

http://peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR123490

 

 

 

 

 

Fonte:

https://acasasenhorial.org/
https://diariodorio.com/
Blog: Luciana Araujo e Valdeir da Costa, autores do livro "Desvendando a Barra da Tijuca e Jacarepaguá"